Superdotação e preconceito

 

menininho de óculosO maior preconceito com relação ao Superdotado é a crença no cliché que estas crianças por terem algo a mais, não precisam de ajuda, elas vão sozinhas, por si só. Não, ser superdotado é o mesmo que ganhar um presente que não se pode desempacotar sozinho! Para desempacotar este presente é preciso de ajuda e de muita ajuda: dos pais, professores, psicólogos e de toda a sociedade. Mesmo porque o presente não é só para eles mas também para toda a sociedade!

Estes alunos dependem do conhecimento específico do professor, que entenda sua forma de pensar, seu raciocínio, que saiba como ajudá-lo, que apresente a eles caminhos pra que eles possam se desenvolver. Eles precisam paralelamente de pais, família, pessoas que os compreendam, que os apoiem e de amigos que os acolham como eles são. Com raciocínio incomum para a idade, forma de pensar diferenciada e dirigida para soluções não convencionais, sensibilidade muito aguçada e valores éticos incomuns para a idade, estes alunos necessitam muito da ajuda do professor na sala de aula. Não um professor ditador que já vem com tudo pronto, dizendo o que tem que ser feito, mas de um profissional que lhes apresente caminhos, que respeite sua forma de pensar, de raciocinar, que seja flexível. E principalmente um profissional que não diga: “Superdotado? Você não precisa da minha ajuda!”  

Simone Clemens, especialista em Superdotação na infância e adolescência /IFLW/Alemanha e pedagoga montessoriana /V. Montessori de Aachen/ Alemanha

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