A criança supersensível 2

Supersensibilidade na infância

A Supersensibilidade como forma especial de inteligência inata – uma continuação do texto 1

4- Irritar-se, importar-se com a textura de roupas e consistência de alimentos

Aquela criança que repara e se incomoda de verdade com a etiqueta da roupa, diz que dói ou chora para pentear os cabelos (por mais que a mãe o faça com cuidado), diz que a roupa nova “pinica, “, é

muito seletiva para comida (diferente da seleção alimentar como característica autista), percebe quando você põe um legume diferente na sopa, não gosta de festas ou reclama que a escola é muito barulhenta, espirra bastante por causa de perfumes, tem tendência a alergias, funcionamento de intestino delicado

Devido a um sistema nervoso que as permite responder com menos estímulos, pouca quantidade de estímulos comuns podem super estimulá-las. Elas sentem mais intensamente que a maioria das crianças e provavelmente esse seu filho sente mais que você (caso você não seja supersensível).

Por isso cuidado! O que é normal e bom para você, para seu filho supersensível pode ser demais e desagradável

Respeite e leve à sério o que sua criança lhe comunica!

Se dói, pode estar realmente doendo, mesmo que você ache que não! Pode realmente não ser manha, e pode ser que realmente naquele momento ele não só queira chamar a sua atenção. Lembre-se que nesse contexto a percepção dela é distinta da sua.

Não, não são crianças chatas, mimadas ou “frescurentas“. A natureza lhes deu um presente a mais e se seu desenvolvimento ocorrer positivamente, poderão usufruir desse potencial.

Cada criança tem seu tempo para adaptar-se e criar suas próprias estratégias, sua função como adulto é respeitar. Caso contrário essa criança pode adquirir baixa autoconfiança, baixa autoestima, ter uma visão destorcida das suas capacidades e de si mesma, tornando-se um adulto inseguro, cheio de dificuldades de razão aparentemente desconhecida.

5- Empatia precoce, apegado à mãe (ao pai) e insegurança

Empatia pode-se trazer do berço ( potencial genético), se desenvolver e também se aprender por imitação de comportamento. No entanto, uma das fortes característica do supersensível é o poder de perceber mais rápido e intensamente os seus próprios e os sentimentos de outras pessoas.

Uma maior quantidade de neurônios espelho e uma conexão maior de ligações do sistema nervoso e cerebral de forma geral (ainda em pesquisa), tornam essas pessoas literalmente mais empáticas!

Quando crianças percebe-se um poder de empatia mais precoce e intenso comparado a maioria das crianças da mesma idade. “Eu ajudo meu amigo, eu separo, não gosto, choro com situações conflitantes, brigas na família e no jardim de infância, eu não bato no meu amigo (não me uso como reação a agressão física), eu percebo constrangimentos e defendo crianças mais fracas, eu logo sinto quando os meus em casa estão tristes ou com problemas, assim como felizes.

E devido a esse alto poder de percepção essas crianças precisam da proteção, da presença da mãe (pai) por mais tempo que a maioria das crianças! Por essa razão elas parecem inseguras e se comportam mais retraídas por mais tempo. Pense comigo: se elas conseguem perceber tanto mais as pessoas e o que se passa ao seu redor, é natural que elas precisem de mais tempo para poder trabalhar tudo o que é percebido e para aprender a lidar com tudo isso.

Suas mães também sentem que elas precisam de sua presença por mais tempo – conflito com o meio: essas mães são mais criticadas como mães que não querem soltar seus filhos…mas não é verdade. Simplesmente há crianças que tem necessidades diferentes! Lembre-se disso! Perceba isso educadora que talvez tenha pressa que a criança se desligue rápido da mãe, imediatamente se possível! Muito cuidado com clichés de “supermães e mães helicóptero…nem sempre é o que você acha que vê” Respeite!

Ter mais presença e dar mais proteção não significa que o adulto prive a criança de se desenvolver nem que ela não pratique as atividades como e com as outras crianças também. Significa que quando a criança solicita a presença da mãe de uma forma ou de outra, ela deve estar lá e não se deixar levar por críticas indevidas e sem conhecimento de outras pessoas.

Se você vê características parecidas com seu filho, me procure para orientação. É muito importante que esse talento seja reconhecido e apoiado adequadamente desde sempre!

Como educadora: perceba se na sua turma você vê crianças com essas características. 20% da população não é uma porcentagem tão baixa. A probabilidade de você ter uma criança supersensível na sua turma é grande. Respeite, ajude-as nas relações com seus amigos e converse, descreva, alerte e apoie os pais – o seu papel é muito importante! Indique profissional para ajuda

veja também: Alimentação 1 e 2 https://www.youtube.com/watch?v=CpqH7QK5ack&t=1s

Comunicação: https://www.youtube.com/watch?v=1EX9F32PPbY

Simone Clemens – pedagoga montessoriana internacional e especialista no tema Supersensibilidade/Superdotação pelo Conselho europeu de Altas habilidades na Universidade de Münster e pelo Instituito IFLW – Alemanha

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